quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

ENERGIAS ALTERNATIVAS: QUEM COMPETE COM O PETRÓLEO E O GÁS?


Os países em desenvolvimento estão dispostos a investir mais nas energias “verdes” que os países desenvolvidos. De acordo com os dados de um estudo da Ernst & Young, na União Europeia, na Austrália e nos EUA os apoios estatais ao setor das energias renováveis está se reduzindo sensivelmente. Por outro lado, no Brasil, na África do Sul, na Turquia, na Tailândia e no Chile se investe cada vez mais no desenvolvimento das energias ecológicas.

As energias renováveis estão perdendo popularidade nos países desenvolvidos. Durante muito tempo os EUA ocupavam posições de liderança na introdução das fontes de energia alternativas, mas agora os investidores preferem aplicar seus capitais na exploração de jazidas de folhelho em vez dos geradores eólicos, e ainda mais em experiências como a obtenção de energia a partir da fotossíntese. Na Austrália o governo planeja abolir o recentemente introduzido imposto sobre as emissões de dióxido de carbono acusando a pressão dos industriais.

Com a crise econômica na União Europeia a população expressa cada vez mais o seu descontentamento pelas políticas energéticas. Os europeus preferem continuar a depender das importações de petróleo e gás, mas continuar a ter um aquecimento barato e uma energia elétrica estável. Isso faz com que a Europa tenha de rever as condições de atribuição de subsídios à produção de energias renováveis, tornando-as não atrativas para os investidores, refere o presidente do Instituto de Energia e Finanças Vladimir Feigin:

“Um grupo de países da União Europeia se dedicou bastante nos últimos anos às energias renováveis muito devido a razões políticas. A UE receia ter uma dependência excessiva das importações de gás e de uma dependência da Rússia. Tendo em consideração a decisão de terminar a exploração das usinas nucleares na Alemanha, os países da UE tentaram até há pouco tempo superar essa falha energética com energia de fontes renováveis. Essas esperanças não se realizaram. Isso porque para manter o consumo dessa energia de fontes renováveis foram usados esquemas que garantiam a cobertura de todos os custos aos seus produtores. O resultado foi um preço muito elevado da energia elétrica na União Europeia por ele incluir despesas economicamente ineficazes.”

O problema está na abordagem. Não é por acaso que as energias renováveis são chamadas de energias “alternativas”. Elas permitem reduzir a pressão ambiental e são uma ajuda à economia. Se, em algum lugar, o sol brilha todo o ano, seria absurdo não o aproveitar, mas sim como uma fonte de energia complementar e não como a principal. Pelo menos nesta fase do desenvolvimento tecnológico da humanidade, comenta o diretor do Instituto da Energia Nacional Serguei Pravosudov:

“Não há uma fonte alternativa que tenha vantagens sobre as tradicionais. Nenhuma delas. Nos países com muito sol a energia solar é mais ou menos rentável. Há regiões em zonas costeiras onde há sempre vento, aí pode ser aproveitada a energia eólica. Mas pelos seus custos de produção elas perdem em comparação com as tradicionais.”

Contudo, a fraca competitividade das baterias solares não são um motivo para que se deixe de desenvolver essa área. Essa é a conclusão a que chegam os países em desenvolvimento. No Chile está sendo construída a maior usina solar sem o recurso a subsídios do Estado. A China introduz, no âmbito do seu programa para o aumento da potência total das usinas solares até 35 GW em 2015, os respectivos benefícios fiscais. Também o Brasil iniciou a execução de projetos para obtenção de energia de fontes renováveis.

A Rússia dedica bastante atenção às energias alternativas apesar da existência de grandes reservas de gás e petróleo baratos. Nas cidades são cada vez mais frequentes os semáforos com células de energia solar. Nas áreas abertas são instalados geradores eólicos. Neste momento está sendo construído um potente parque eólico na costa do mar Branco.

Em tempos, os homens lavravam com cavalos e moíam a farinha em moinhos de vento e em moinhos nos rios. O progresso tecnológico ofereceu máquinas e fontes de energia mais fiáveis. Mas menos de um século depois as pessoas voltaram a olhar para as forças da natureza. O sol, o vento e a água estão prontos para partilhar a sua energia com o homem.

Fonte: Voz da Rússia

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