sexta-feira, 20 de março de 2015

BRASIL: VÍDEO ONDE ALBERTO YOUSSEFF CITA AÉCIO NEVES EM DEPOIMENTO SOBRE O LAVA JATO, PORQUE ELE NÂO ESTA CENDO ENVESTIGADO - COM VÍDEO



Deputados das bancadas federal e estadual do PT de Minas Gerais foram à Procuradoria Geral da República, nesta quinta (19), cobrar a abertura imediata de investigação sobre o envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), ex-candidato à presidência da república, no esquema de propinas desvendado pela Operação Lava Jato.

Embora o procurador geral da República, Rodrigo Janot, tenha retirado o nome do senador da lista dos denunciados, alegando que não havia indícios suficientes contra ele, os petistas contra-argumentam que, após o vazamento do conteúdo do depoimento em que o doleiro Albert Yousseff, em regime de delação premiada, acusa textualmente o tucano de recebimento de propinas, não há mais como as autoridades se esquivarem da tarefa.

video

“O depoimento do doleiro confirma as denúncias contra o Aécio que já vínhamos fazendo desde a divulgação da polêmica ‘Lista de Furnas’. Além disso, reitera a veracidade da denuncia feita pela procuradora federal Andreia Bayão, que comprovou a prática de caixa dois na estatal Furnas Centrais Elétricas, através das investigações das empresas Bauruenze e Semp Toshiba”, afirma o deputado estadual do PT em Minas, Rogério Correia.

De acordo com ele, a comitiva, que também contou com a participação dos deputados federais Adelmo Leão e Padre João, não foi recebida pelo procurador-geral, como reivindicavam, mas pelo procurador federal Peterson Paulo Pereira, secretário de Relações Institucionais da Procuradoria Geral da República.

“Nós tivemos uma conversa longa com o procurador, na qual explicamos como as denúncias de Yousseff se conectam com as da Lista de Furnas e com as investigações já realizadas pela colega dele, a procuradora federal Andreia Bayão. Não há mais como dizer que não pesam indícios fortíssimos sobre o senador Aécio Neves”, afirmou.

A Lista de Furnas apresenta 151 nomes de políticos de vários partidos indicados como recebedores do esquema de propinas que envolvia a estatal, criado para financiar a campanha política de 2002. Á época, o esquema foi confirmado tanto pelos executivos da Semp Toshiba, uma das financiadoras, quanto pelo ex-deputado Roberto Jefferson, tido como um dos recebedores e o delator do mensalão.

A princípio, a Lista de Furnas foi classificada como montagem pelos envolvidos, inclusive pelo o senador Aécio Neves. A Polícia Federal, porém, reconheceu sua autenticidade e o Ministério Público chegou a denunciar 11 pessoas, entre funcionários da estatal e executivos, por participação no esquema. O processo, no entanto, encontra-se engavetado nas instâncias do órgão e não foi usado por Janot como complementar à sua análise da Operação Lava Jato.

Mais recentemente, no seu depoimento à Justiça, o doleiro Albert Yousseff reiterou que o PP dividia com o PSDB a responsabilidade pelo recebimento das propinas oriundas da estatal, algo em torno de US$ 100 mil mensais, pagos entre 1996 e 2001. E disse ainda que a operadora do propinoduto tucano era a irmã do senador Aécio, Andreia Neves. Aécio Neves sempre negou envolvimento no escândalo, tratado como secundário pela imprensa comercial, que pouco ou nada falou sobre ele.

Em Minas Gerais, o único jornalista que divulgou a denúncia, Marco Aurélio Carone, do Novo Jornal, foi preso sob as acusações de calúnia, injúria e difamação. Passou quase um ano na cadeia, onde chegou a sofrer um enfarte, até ser liberado no final do ano passado, mas só após o período eleitoral. O delator do esquema, Nilton Monteiro, também ficou preso por quase dois anos, acusado de falsificar a lista reconhecida depois como autêntica. 

Correia, que quase perdeu seu mandato de deputado por Minas Gerais por denunciar a Lista de Furnas, acredita que a comprovação da autenticidade do documento pela Polícia Federal revelou que ele não estava mentindo e nem armando uma cilada para o PSDB, como acusaram seus adversários políticos. Agora, a confirmação de Yousseff de que a estatal era parte do esquema de propina atesta também a finalidade para que servia.

“Os mineiros sabem que o caixa dois de Furnas existiu. O atual prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, que foi presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, disse na tribuna da casa que recebeu recursos de caixa dois. O ex-deputado Roberto Jefferson confessou que recebeu propina de Furnas. A procuradora Andréia Bayão fiscalizou a Bauruense e apresentou denuncia contra a estatal. Tudo isso são fortes indícios contra Aécio”, defendeu o deputado em pronunciamento na Assembleia de Minas. 

Fonte: Carta Maior

Gostaria de adicionar uma sugestão, colabore com o NÃO QUESTIONE

Este Blog tem finalidade informativa. Sendo assim, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). As imagens contidas nesse blog foram retiradas da Internet. Caso os autores ou detentores dos direitos das mesmas se sintam lesados, favor entrar em contato.

Nenhum comentário:

Postar um comentário